Conceitos: Modelagem de Organizações de Grande Porte
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As diferenças entre uma organização de pequeno porte e uma organização de grande porte está na variedade muito mais ampla de produtos, geralmente dentro de várias famílias de produtos totalmente distintas. Normalmente, quanto maior a complexidade dos produtos, mais distribuídos são a organização e o mercado. Isso resulta em uma quantidade maior de casos de uso de negócios mais complexos, envolvendo um número bem maior de funcionários com tarefas mais especializadas.
As técnicas aqui propostas podem ser aplicadas de forma independente ou combinadas.
A alta administração de uma empresa e os proprietários de seu processo estão interessados nos modelos de negócios da empresa - a administração deve trabalhar com os objetivos estratégicos da empresa, enquanto os líderes e proprietários do processo precisam de uma visão detalhada de como o processo deve ser executado.
Se as diferenças entre as visões dos executivos e dos proprietários do processo da organização forem muito grandes, é possível atender às necessidades deles mediante o desenvolvimento de dois conjuntos de casos de uso de negócios distintos, porém relacionados, independentemente de serem mantidos em um único modelo ou em dois modelos separados; para os executivos, um conjunto de casos de uso de negócios de alto nível que mostre a intenção e a finalidade da organização; para os proprietários do processo, um conjunto detalhado de casos de uso que ajude a esclarecer a forma como a organização deve funcionar internamente. Para cada caso de uso de negócios de alto nível, defina um, ou vários, casos de uso de negócios detalhados que representem as mesmas atividades da organização. Por exemplo, você pode começar com o ator de negócio principal, detalhar os resultados e serviços nos quais ele está interessado ou até mesmo particularizar o próprio ator de negócio e, em seguida, desenvolver um caso de uso de negócios separado para cada área detalhada.
Para desenvolver um caso de uso de negócios de cada vez para a sua organização, você pode aplicar essa técnica aos poucos, para um caso de uso de negócios de cada vez. Primeiro, crie um modelo de casos de uso de alto nível de todo o negócio e classifique os casos de uso de negócios em uma visão geral; em seguida, identifique um ou vários casos de uso de negócios detalhados para os casos de uso de negócios que têm a melhor classificação.
Existe um relacionamento um-para-um entre um caso de uso de negócios de alto nível e o respectivo conjunto de casos de uso de negócios detalhados. Os relacionamentos entre os casos de uso de negócios das duas categorias são representados como relacionamentos de "refinamento", um estereótipo de dependência. Um caso de uso de negócios de alto nível e o grupo de casos de uso de negócios detalhados que ele representa podem ser apresentados no mesmo diagrama.

Casos de uso de negócios de alto nível e casos de uso de negócios detalhados. Os casos de uso de negócios detalhados foram identificados detalhando-se os resultados nos quais o Cliente e o Cliente em Potencial estão interessados.
A técnica de modelar casos de uso de negócios apresentada até aqui é aplicada com mais facilidade a empresas que têm uma única área de negócio e cujas atividades comerciais estão concentradas geograficamente em um só local. No caso de empresas maiores, com representações em várias localidades geográficas, pode ser necessário ampliar a técnica.
Portanto, para modelar as empresas constituídas por partes independentes, porém colaboradoras, você pode criar um modelo de casos de uso de negócios superior que descreva todo o negócio e, depois, criar um modelo de casos de uso de negócios subordinado para cada área de negócio.
Para explorar as realizações dos casos de uso de negócios superiores, você pode identificar as unidades organizacionais e mostrar como elas colaboram na execução no fluxo de trabalho. Nesse nível, uma unidade organizacional corresponde a uma área de negócio. Pode ser bastante proveitoso utilizar interfaces no nível do negócio para elucidar a colaboração.

Modelos superiores e subordinados de uma organização
Cada área de negócio agora pode ser tratada como uma organização independente, completando as interfaces definidas no modelo superior de objetos de negócios.
Na engenharia de software, é utilizada uma técnica para dominar a complexidade de sistemas muito grandes chamada de divisão em camadas. A idéia existente por trás dessa técnica é separar as partes específicas do aplicativo das partes mais gerais do sistema de modo que as unidades e os serviços do programa possam ser reutilizados. Na estruturação de organizações, geralmente são aplicados os mesmos princípios. Por exemplo, na camada inferior estão os recursos que oferecem serviços gerais, na camada intermediária geralmente ficam os recursos que possibilitam as atividades específicas do negócio e na camada superior estão os especialistas da área de negócio ou do produto, Pesquisa e Desenvolvimento e atividades da equipe de vendas. Os casos de uso de negócios centrais utilizam recursos de todas as camadas.
Portanto, a divisão em camadas não é uma questão de qualificações ou superioridade, mas de exclusividade e importância em relação às idéias comerciais da empresa. Uma tarefa desempenhada por um trabalhador de negócio na camada de habilidades gerais pode ser tão qualificada como qualquer outra. O trabalho nos casos de uso de negócios centrais e nos casos de uso de negócios auxiliares, em que são desenvolvidos sistemas de informação específicos do negócio, linhas de produção e outros tipos de infra-estrutura de negócios, pode igualmente exigir habilidades específicas do negócio da mesma organização dividida em camadas.
Para obter uma explicação dos termos caso de uso de negócios central, auxiliar e de gerenciamento, consulte Diretrizes: Modelo de Casos de Uso de Negócios, mais especificamente a seção sobre as diferentes categorias de casos de uso de negócios.
Classes e Casos de Uso de Negócios em um Modelo em Camadas
Estruturar a organização em camadas não altera o caso de uso de negócios - ainda é necessário produzir os mesmos resultados - mas efetivamente altera a realização do caso de uso de negócios.
Em comparação com um modelo de objetos de negócios não dividido em camadas, um modelo de objetos de negócios em camadas deve ser desenvolvido considerando-se duas restrições recomendadas:
- Um trabalhador de negócios de uma determinada camada nunca entra em contato com um trabalhador de negócios ou manipula uma entidade de negócios de uma camada superior, exceto se requisitado por um membro da camada superior.
- Um trabalhador de negócios tem responsabilidades somente dentro de sua própria camada.
Sem essas restrições, uma estrutura em camadas se degenera rapidamente.
Ao identificar os trabalhadores de negócios e atribuir atividades a eles, é necessário reconhecer as habilidades necessárias para a execução de uma atividade. Um trabalhador de negócios da camada que organiza recursos para essas habilidades específicas deve executar uma atividade que, por sua natureza, exija uma dada habilidade. Em vez de dispor de um número mínimo possível de trabalhadores de negócios, que é a regra prática normalmente considerada no desenvolvimento de um caso de uso de negócios, agora você deve ter o mínimo possível de trabalhadores de negócios - com o máximo possível de responsabilidades - em cada camada.
Fluxos de trabalho, trabalhadores de negócios e entidades de negócios de camadas inferiores devem ser desenvolvidos considerando-se a generalidade, a fim de oferecer serviços que possam ser reutilizados em diversas áreas. Os trabalhadores de negócios e as entidades de negócios são dispostos em unidades organizacionais de acordo com suas especificidades de negócios. As unidades organizacionais que incluem os fenômenos e as competências mais gerais estão localizadas na camada inferior, enquanto as unidades organizacionais mais específicas da empresa podem ser encontradas na camada superior.
Em níveis distintos, as realizações de casos de uso de negócios envolverão trabalhadores de negócios de diferentes camadas. Com um alto grau de envolvimento da camada superior, as realizações de casos de uso de negócios definem o perfil da empresa, definem o perfil da empresa e devem implementar a idéia de negócios e devem ser centros de lucro. Essas realizações correspondem aos casos de uso de negócios centrais e aos casos de uso de negócios auxiliares que proporcionam aos casos de uso de negócios centrais a infra-estrutura fundamental e específica da área de negócio.
As realizações de casos de uso de negócios nas camadas inferiores, sem a participação de trabalhadores de negócios da camada superior, oferecem os serviços gerais necessários para manter a empresa funcionando. Elas podem ser abstratas e definem os fluxos de trabalho executados como parte de outros casos de uso de negócios, como, por exemplo, atividades de faturamento que finalizam um caso de uso de negócios de vendas. Elas também podem ser concretas, executadas de modo independente, e podem realizar atividades que não exigem uma aptidão específica da área de negócio, como, por exemplo, escrituração contábil. Normalmente correspondem a casos de uso de negócios auxiliares.
Uma estrutura em camadas reflete os tipos de habilidades que são fundamentais para as idéias de negócios, independentemente de serem necessárias em casos de uso de negócios centrais ou auxiliares, e também indica quais habilidades são menos específicas. Esse pode ser um bom ponto de partida para uma análise sistemática dos recursos disponíveis da empresa.
Em muitos casos, normalmente você se interessaria apenas nas informações detalhadas sobre um ou alguns dos processos de negócios. No entanto, para fins de contexto, pode ser prático identificar o conjunto completo de processos de negócios e fazer uma breve descrição de cada um deles. Isso resultará em um modelo que inclui casos de uso de negócios centrais, casos de uso de negócios auxiliares e casos de uso de negócios de gerenciamento. Consulte a seção sobre as diferentes categorias de casos de uso de negócios em Diretrizes: Modelo de Casos de Uso de Negócios.
Os casos de uso de negócios auxiliares - como os casos de uso de negócios centrais, sistemas de informação específicos do negócio, redes de computadores e premissas - são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção da infra-estrutura de uma empresa, entre outros. Da perspectiva da modelagem, não existem diferenças reais entre casos de uso de negócios centrais e casos de uso de negócios auxiliares. Ambos os tipos de casos de uso de negócios devem ter os mesmos requisitos de usabilidade e eficácia. Para serem executados corretamente, ambos os tipos de casos de uso de negócios podem exigir os mesmos tipos de recurso.
Um caso de uso de negócios auxiliar de uma organização (por exemplo, um caso de uso de negócios de desenvolvimento de software) pode ser um caso de uso de negócios central de uma outra organização. A principal diferença é para quem o caso de uso de negócios se destina. Quando solicitado pelo proprietário de um processo, os casos de uso de negócios auxiliares desenvolvem o negócio em colaboração com os operadores e proprietários do caso de uso de negócios afetado. Em um modelo do negócio inteiro, um ator de negócio típico seria "a Diretoria". Quando a modelagem é delimitada somente para os casos de uso de negócios auxiliares, os atores de negócio típicos são o "Proprietário do caso de uso de negócios" e o "Operador do caso de uso de negócios".
Por outro lado, os casos de uso de negócios de gerenciamento são responsáveis por gerenciar o negócio, ou seja, por executar e desenvolver os demais casos de uso de negócios de acordo com as instruções do proprietário, iniciar e supervisionar os casos de uso de negócios centrais e os casos de uso de negócios auxiliares segundo as instruções do proprietário. O modelo de objeto descreve como os executivos, os proprietários de recursos e os proprietários, líderes e operadores de casos de uso de negócios devem cooperar. Os atores de negócio típicos são "o Proprietário" ou "a Diretoria".

Um modelo de uma organização inteira
No outro extremo do processo, há muitas tarefas secundárias a serem consideradas, como manter a rede de computadores em funcionamento, atender ao telefone e limpar a máquina de café, mas essas tarefas não fazem parte de um caso de uso de negócios definido. Por exemplo, se você pretende obter a certificação do padrão ISO 9000, essas atividades também devem ser incluídas no modelo. Uma abordagem direta, no caso de um emprego em período integral, é atribuir tais atividades a um trabalhador de negócio específico. Para um emprego com carga horária inferior à de um emprego em período integral, atribua essas atividades a um trabalhador de negócios que possua as habilidades necessárias sem tentar incluí-las em nenhum outro caso de uso de negócios.
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